terça-feira, 29 de março de 2016

FESTA DOS KARETAS DE JARDIM CE EDIÇÃO 2016

                FESTA DOS KARETAS DE JARDIM EDIÇÃO 2016


A cultura de Jardim é fruto do comprometimento das gerações com a sua construção, através de práticas, de atitudes, da criatividade, da preservação do patrimônio, do resgate dos valores culturais, o que confere a esta terra o conceito de celeiro de cultura.

E dentre as várias manifestações culturais que Jardim cultiva, merece nesse momento destaque a Festa dos Karetas, que entendida como patrimônio cultural, mais uma vez aconteceu, no período de 24 a 27 de março, tendo à frente o artista plástico Luiz Lemos, detentor de largos conhecimentos e traz na alma o amor pela cultura e o expressa muito bem nas telas, nas esculturas, assim como na comunicação com as pessoas.
Além do resgate da tradição popular da malhação do judas, a festa costuma abordar um tema . A edição 2016 enfocou o combate ao mosquito aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue chicungunha e zica, a última afeta os bebês e os faz nascer com microcefalia. O tema foi muito bem absorvido pelos caretas, que trabalharam com criatividade, sendo os 10 melhores premiados com valores que variaram entre R$100,00 a R$1.000,00, perfazendo um total de R$5.000,00, além de premiação extra feita por Pelé e pela Jardim Empreendimento representada por Eugenio Basílio.
A Festa contou com o apoio do Governo do Estado, através da Casa Civil que acatou o projeto e liberou recursos. Contou com o apoio da prefeita Analeda, que como incentivadora da cultura, não hesitou e mesmo em meio as dificuldades de ordem financeira, a prefeitura colaborou. A festa também recebeu o apoio de comerciantes, empresários, vereadores e de várias pessoas de boa vontade.
Foram parceiros: as Secretarias Municipais de Cultura, Esporte e Juventude, Turismo, Educação, Saúde, Administração, Meio Ambiente, Obras, Agricultura, Assistência Social, a CLC Construções, Vereadores. A festa contou com os serviços relevantes da Guarda Municipal, Demutran, da Polícia Militar local, de Policiais do Batalhão de Divisas, do reforço policial que veio de Fortaleza e graças ao esforço comum de todos os segmentos envolvidos a festa foi tranquila, todos os participantes se divertiram a valer, em vista da programação que contemplou a presença de renomadas bandas e grupos musicais locais e regionais.
No discurso de Luiz Lemos ele enfatizou o valor cultural da festa, a preocupação da comissão organizadora com a temática, ressaltou que o tema da edição 2016 trata de um problema social, de saúde, ambiental que muito tem preocupado o país: o aedes aegypti. Agradeceu o apoio do Governo do Estado, do Governo Municipal e de todos os demais colaboradores e parceiros. Agradeceu aos caretas mirins, jovens e adultos, ao sr. Expedito que colaborou com apresentações artísticas da Escola de Música, finalizou conclamando a todos para se envolverem mais e não permitir que essa tradição venha perecer.
A prefeita Analeda parabeniza a Comissão Organizadora, na pessoa de Luiz Lemos, parabeniza os caretas pela criatividade e participação,agradece ao Governo do Estado, a todos os parceiros e colaboradores, em especial a Polícia Militar, ao reforço policial que veio de Fortaleza, ao Batalhão de Divisas e acrescentou que o trabalho deles muito contibuiu para o êxito da festa, que transcorreu de forma harmoniosa, tranquila e com segurança.

TEXTO: HERLY CABRAL




Judas O Mosquito Aedes aegypti,  dengue chicungunha e zica
KARETAS DE JARDIM


PASSEATA DO JUDAS

SITIO DOS JUDAS 

TODOS CONTRA O MOSQUITO

PASSEATA PELAS RUAS DA CIDADE- RUA PADRE MIGUEL COELHO

CHEGOU O MOMENTO DA PASSEATA

O KARETA

Todos contra  o Mosquito Aedes aegypti,  dengue chicungunha e zica
O Mosquito Aedes aegypti,  dengue chicungunha e zica


KARETA

1º LUGAR- PRÊMIO DE 1.000,00 - CICERO DA VILINHA 

PASSEATA


PASSEATA

PASSEATA

PASSEATA




PASSEATA

























































































segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

JARDIM : UMA CIDADE BICENTENÁRIA

IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTONIO
      JARDIM: UMA CIDADE BICENTENÁRIA
Dia 3 de janeiro de 1816, desmembrada da vila do Crato em 1814, surgiu Santo Antonio da Barra do Jardim, segunda vila do Cariri e décima sexta da Capitania do Ceará Grande, então governada pelo celebrado Governador Manoel Ignácio de Sampaio.
Segundo João Brígido dos Santos, no famoso compêndio histórico Ceará (Homens e Fatos), edições Demócrito Rocha, 2001, a povoação nasceu em 1792, ano de grande calamidade em todo Nordeste por conta de grave seca. O aldeamento primitivo teve início sob o signo da cruz e da espada manejadas pelo calejado padre baiano João Bandeira de Melo, armado bandeirante e descobridor de sertões bravios do Ceará, Piauí e Maranhão. Vinte e dois anos depois a novel povoação foi palco de lendária disputa de poder entre dois potentados caririenses, o valente e impetuoso capitão-mor do Cariri, José Pereira Filgueiras, suserano da vila do Crato versus José Alexandre Correa Arnaud, culto, inteligente e diligente sargento-mor residente no então povoado de Missão Velha.
Por conta dessa verdadeira luta de titãs, sentindo-se injustiçado pelo Governador Sampaio, que na causa fora favorável ao influente rival, José Alexandre partiu em penosa viagem ao Rio de Janeiro, onde logrou entrevistar-se pessoalmente na corte com o Príncipe Regente Dom João. Dessa empreitada exitosa obteve de sua Alteza Real não só autorização para erigir em vila a povoação Barra do Jardim, como sua nomeação ao posto de capitão-mor da nova unidade político-administrativa da Capitania do Ceará Grande.
Com efeito, o Alvará Régio datado de 30 de agosto de 1814 assegurou autonomia político-administrativa da nova unidade nos seguintes termos: “Hei por bem crear na referida Villa dous Juízes Ordinários, um Juiz dos Orphãos, três Vereadores, um Procurador do Concelho, dous Almotacés, dous Tabeliães do Público Judicial e Notas, um Alcaide e um Escrivão a seu cargo...” No mesmo documento, mandou levantar o Pelourinho, símbolo do poder real, a Casa da Câmara, Cadeia e Oficinas do Conselho, legando sesmaria de uma légua quadrada de terra para formação do patrimônio da nova vila, a ser aforado em pequenas porções pela Câmara, com cobrança de foros e laudêmios.
A burocracia, distância e precários meios de transportes dos tempos imemoriais atrasaram em quase dois anos a instalação da vila, interregno no qual faleceu o capitão-mor José Alexandre. A cerimônia solene de instalação, descreve João Brigído, foi presidida pelo Ouvidor Geral do Ceará, João Antônio Rodrigues de Carvalho, deslocado de Fortaleza com essa especial finalidade. Como era costume, a distinta comitiva da mais poderosa autoridade judiciária da capitania foi acolhida à entrada da povoação pelo novo capitão-mor, Pedro Tavares Munis, acompanhado de 26 pessoas da cidade montadas em cavalos ricamente ajaezados. Conduzida ao modesto centro urbano, a vila foi instalada ao grito de “real, real, viva o Sr. D. João, príncipe regente de Portugal”, brado repetido três vezes pelo meirinho de ordem do ouvidor Carvalho, e respondido com igual afirmação e entusiasmo pelo povo que ali acorrera para testemunhar o espetacular acontecimento.
Estava assim criada a vila implantada no centro da concha verde formada entre os rios Jardim e Jacundá, situada na vertente meridional da Chapada do Araripe, que seria palco de grandes episódios históricos posteriores, como sua participação na Revolução Pernambucana de 1817, na Confederação do Equador de 1824 e no movimento pelo retorno de D. Pedro I ao trono do Brasil, chefiado pelo coronel Joaquim Pinto Madeira secundado pelo Padre Antônio Manoel de Souza, conhecido por “benze-cacetes”.
O status de cidade, a vila só veio ostentar cerca de sessenta e três anos depois, ao ser editada a Lei Provincial de 08 de setembro de 1879. Berço de grandes personalidades políticas, religiosas e culturais, desde o nascedouro Jardim parecia mais geográfica, social e economicamente ligado à capitania de Pernambuco. Muitas famílias fundadoras e outras que chegaram após o descobrimento, foram atraídas dos áridos sertões pernambucanos pelo clima agradável, terras férteis e abundância de água potável, plantando raízes que ainda resistem à voragem do tempo. Trinta anos após o descobrimento, mudas de cana-de-açúcar trazidas de Pernambuco e dezenas de engenhos de rapadura movidos à tração animal e água mantiveram a economia local durante um século e meio, até ser extinta com o advento da usina de açúcar de Barbalha.
Com efeito, as dificuldades de acesso à capital alencarina, bloqueado pelos contrafortes da “serra do Araripe”, obstáculo natural que ainda hoje barra ventos úmidos que sopram da Zona da Mata pernambucana responsável pelo clima ameno, compensavam longas viagens para o Recife, entreposto de mercadorias da Europa e outras praças, as viagens a passeio e de estudos para a mocidade sedenta de conhecimento ainda não disponível na região. Felizmente, esse intercâmbio foi posteriormente redirecionado para Fortaleza, onde a colônia jardinense hoje se abriga para o trabalho, estudo, moradia e turismo, mantendo as bases de sua cultura puramente cearense, sem olvidar a contribuição do próspero estado vizinho.
Para concluir, brinda-nos a poetiza jardinense Zenith Feitosa, outrora professora e ativa participante do movimento cultural de Fortaleza, hoje falecida, com o seu poema evocativo das belezas que cercam a terra jardinense:
“Descalço as sandálias de minha alma,
À soleira do Vale da Beleza...
Sussurro ao coração: silêncio! Calma!
Aqui é o solo sacrossanto;
Aqui se encerra a mística do Encanto,
- divina é a Natureza!”
Texto de Dr. Herton Ferreira Cabral




PRAÇA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS




ESTATUA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS





IMAGEM FEITA DO SÍTIO BOA VISTA


ALTAR DA IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTONIO 


SÍTIO BOA VISTA

VISTA DO CRUZEIRO MÃE BAIOCA
VISTA ENGENHO SEU CHICO NOVAIS

VISTA PANORÂMICA DA CIDADE DE JARDIM CE








terça-feira, 12 de janeiro de 2016

IMAGEM DO BOM JESUS É INAUGURADA EM JARDIM CE

IMAGEM DO BOM JESUS É INAUGURADA PELO BISPO 

DIOCESANO EM JARDIM

SÃO BOM JESUS

PADRE ALDIZIO E DOM FERNANDO PANICO
Jardim está em festa, a prefeitura municipal com o objetivo de comemorar os 200 Anos de Emancipação Politica do Município organizou uma vasta programação, que vem sendo realizada, desde o dia 17 de dezembro, quando durante uma semana levou para os Distritos o Projeto Natal Vivo nas Comunidades Rurais, realizou na sede, no dia 22, momento belíssimo para as crianças e suas famílias e as alvoradas festivas nos setores da cidade, todas as manhãs, com a banda de música, fogos e muita animação.

Ontem 30 de dezembro, numa parceria com a Igreja Católica, a Administração Municipal inaugurou uma belíssima imagem do Senhor Bom Jesus, na Avenida Wilson Roriz, na entrada da cidade,um marco da fé de nosso povo, que cultiva grande devoção, pelo Filho de Deus, cuja imagem aqui chegou em 1792, trazida pelo Pe. João Bandeira, o sacerdote que ao se deparar com a beleza natural do Vale nele se instalou, construiu casas e um templo para levar avante o seu projeto de evangelização. Dedicou esse templo ao Senhor Bom Jesus e a cidade nasceu sob a égide da Cruz do Salvador. momento foi muito bonito e solene, participaram o Bispo Diocesano Dom Fernando Panico que benzeu a imagem, decerrou a placa juntamente com o Pe. Antonio Aldízio, Administrador Paroquial e o Dr. Fernando Luz, que representou a prefeita Analeda Neves Sampaio, no evento.

Participaram ainda o Pe. Francisco Amós, o Acólito José Luiz, as Secretárias Claudia Couto, Neta Roriz, Delídia Romão, Angélica Leite, Antonia Campos, a Vereadora Dulcicleide Nogueira, a imprensa da prefeitura, o Dr. Júnior Coutinho, uma caravana de romeiros que vieram do Distrito de Horizonte, participar da missa, trazendo a imagem de Nossa Senhora das Dores sua padroeira e entregar o quadro com a imagem do Pe. Cícero Romão Batista, os moradores da Avenida Wilson Roriz, das Cohabs, das ruas adjacentes, cuja fé no Santo Protetor da nossa Jardim é inabalável.

A banda de música de Jardim, fogos e os discursos do Bispo Dom Fernando Panico, do Dr. Fernando Luz e do Pe. Aldízio Nunes inflamados de fé e confiança no Senhor Bom Jesus assinalaram o efervescente momento de fé, de reverência, gratidão, e homenagens ao Bom Jesus por participar afetiva e efetivamente da história de fé do nosso Município, da nossa Paróquia ,sagrado como eterno Patrono e animador da caminhada deste povo jardinense, de raizes sólidas, que conta sempre com a Misericórdia de DEUS para fortalecê-los.( TEXTO HERLY CABRAL)



Decerração da Placa



BENÇÃO




BENCÃO

BISPO BOM FERNANDO PANICO

BENÇÃO

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PARÓQUIA CELEBRA SOLENIDADE DE CRISTO REI DO UNIVERSO


PARÓQUIA CELEBRA SOLENIDADE DE CRISTO 
REI DO UNIVERSO.



                Foi neste domingo, 22 de novembro a grande celebração da solenidade de Cristo Rei do Universo, presidida pelo Padre Antonio Aldízio Nunes, Administrador Paroquial da nossa Paróquia.
                A  festa  de Cristo Rei é uma das mais importantes no calendário litúrgico, pois ela o encerra,  cedendo lugar para o tempo do Advento que é a preparação para o santo Natal.
                Todos os momentos da celebração foram vivenciados com indelével  espírito de fé, de devoção, de amor Aquele que  é verdadeiramente  o Rei do Universo. Durante a homilia o celebrante foi  incisivo em refletir sobre a grandeza do Reino de Jesus, esse Jesus que precisamos colocá-lo como centro da nossa vida, pois Ele é o alfa e o ômega, o princípio e o fim. É o seu  Reino disse ele é o Reino do amor, da paz, da justiça, da santidade, da verdade e da graça.

                Conclamou a todos para deixarmos que Cristo Reine em nossos corações, pois se assim permitirmos ele se fará presente em nossa vida, em nossos lares, em nossas famílias, no nosso trabalho, em nossas alegrias e tristezas, em nossas conquistas, em nossas fraquezas.
                A celebração se encerrou com a belíssima coroação de Cristo Rei,  um momento singular de fé, de emoção, de beleza, um quadro vivo que encantou e sensibilizou todos os fiéis devotos que participaram. Crianças, adolescentes e jovens com arte, carinho e devoção realizaram a mais sublime e justa homenagem a Cristo Rei do Universo, na Paróquia Santo Antonio, essa Paróquia viva, dinâmica, acolhedora, cujos pastores inspirados em Cristo, conduzem  este  povo pelos caminhos da fé, da justiça, da paz, do amor e da santidade.

                                                            
                                                                                                                    Herly Cabral


QUADRO VIVO

ENTRADA DO CRISTO REI PARA COROAÇÃO
ENTRADA

COROA DO CRISTO REI



COROAÇÃO







quarta-feira, 18 de novembro de 2015

IPÊS DA CIDADE DE JARDIM CEARÁ

                                            
                                                        IPÊ AMARELO


FOTO IPÊ AMARELO - JARDIM CE

O ipê-amarelo é encontrado em todas as regiões do Brasil e sempre chamou a atenção de naturalistas, poetas, escritores e até de políticos. Em 1961, o então presidente Jânio Quadros declarou o ipê-amarelo, da espécieTabebuia vellosoi, a Flor Nacional. Desde então o ipê-amarelo é a flor símbolo de nosso país.
Os ipês pertencem à família das Bignoniáceas, da qual também faz parte o jacarandá, e ao gênero Tabebuia (do tupi, pau ou madeira que flutua), embora sejam de madeira muito pesada para flutuar. Tabebuia era, na verdade, o nome usado pelos índios para denominar a caixeta (Tabebuia cassinoides), uma árvore de madeira leve da região litorânea do Brasil, muito usada hoje na fabricação de artesanatos, instrumentos musicais, lápis e vários outros objetos.
Ipê é uma palavra de origem tupi, que significa árvore cascuda, e é o nome popular usado para designar um grupo de nove ou dez espécies de árvores com características semelhantes de flores brancas, amarelas, rosas, roxas ou lilás. No Norte, Leste e Nordeste do Brasil, são mais conhecidos como pau d’arco (os indígenas utilizavam a madeira para fazer arco e flecha); no Pantanal, como peúva (do tupi, árvore da casca); e, em algumas regiões de Minas Gerais e Goiás, como ipeúna (do tupi, una = preto). Na Argentina e Paraguai ele é conhecido como lapacho. 
De forma geral os ipês ocorrem principalmente em florestas tropicais, mas também podem aparecem de forma exuberante no Cerrado e na Caatinga. A Tabebuia chrysotricha é uma das espécies nativas de ipê-amarelo que ocorre na Mata Atlântica, desde o Espírito Santo até Santa Catarina. Este nome científico (chrysotricha) é devido à presença de densos pêlos cor de ouro nos ramos novos. Tem como sinonímias Botânicas: Tecoma chrysotricha e Handroantus chrysotrichus. 
Conhecidos por sua beleza e pela resistência e durabilidade de sua madeira, os ipês foram muito usados na construção de telhados de igrejas dos séculos XVII e XVIII. Se não fosse pelos ipês, muitas dessas construções teriam se perdido com o tempo. Até hoje a madeira do ipê é muito valorizada, sendo bastante utilizada na construção civil e naval.
Hoje é muito difícil encontrar uma árvore de ipê-amarelo em meio à mata nativa, quando isso acontece, o espetáculo é grandioso e merece ser apreciado com calma e reverência. Podendo atingir até 30 metros de altura, o ipê em flor no meio da mata, contrasta com o verde das outras árvores. 

As variedades de pequeno e médio porte (8 a 10 metros) são ideais para o paisagismo e a arborização urbana. A coloração das flores produz um belíssimo efeito tanto na copa da árvore como no chão das ruas, formando um tapete de flores contrastantes com o cinza das cidades.  Não é a toa ter inspirado tantos poetas.  
Ontem floriste como por encanto, 
sintetizando toda a primavera; 
mas tuas flores, frágeis entretanto, 
tiveram o esplendor de uma quimera. Como num sonho, ou num conto de fada, 
se transformando em nívea cascata, 
tuas florzinhas, em sutil balada, 
caíam como se chovesse prata...

(Sílvio Ricciardi)

Sendo uma espécie caducifólia, o período da queda das folhas coincide com a floração que se inicia no final do inverno. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê amarelo. As flores desta espécie atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores.

As mudas de ipê, sejam amarelos, roxos, rosas, brancos ou verdes, estão entre as mais procuradas no viveiro Jardim das Florestas. Essas espécies também são muito utilizadas pela Apremavi nos projetos de restauração florestal. 

                                         
IPÊS AMARELO


                           Ipê-amarelo

Nome cientifico:Tabebuia chrysotricha (Mart. Ex A.DC.)Standl.
Família: Bignoniaceae.
Utilização: madeira utilizada na construção civil, cercas, molduras, postes, tábuas, rodapés, etc. espécie muito utilizada pelo paisagismo urbano.
Coleta de sementes: diretamente da árvore quando começar a abertura espontânea dos frutos.
Época de coleta de sementes: outubro a novembro.
Fruto: legume deiscente.
Flor: amarela.
Crescimento da muda: médio.
Germinação: rápida.
Plantio: mata ciliar, área aberta.
Observação: semear logo após a coleta, pois perde rapidamente poder de germinação. A cobertura das sementes nas sementeiras deve ser uma fina camada com substrato leve.


IPÊS DA MINHA CIDADE DE JARDIM  CE





                                    

                                                                   IPÊ ROXO


SÍTIO JARDIM- IPÊ ROXO

SITIO JARDIM




Fotos: Edegold Schaffer, Miriam Prochnow e WigoldB. Schaffer